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Música para os ouvidos...
Por que as mulheres não querem mais casar????
Porque não é justo!!!!! Imagine, por causa de 100 gramas de linguiça ter que levar o porco todo!!!

My name is Sally Nyolo, former singer in the a capella band Zap Mama. This is my 4th album, named 'Zaione' and mixed in the roots of the rhythm bikutsi from Cameroon. I made the rhythm travel around the world in a new kind of sound, like violin (traditional or classical) in the song "Ngalibeng", or harmonica, or even krarr from Ethiopia.
Sally Nyolo comes from the South of Cameroon. She was born in the Eton Land, in the small village of Eyen-Meyong, near the town of Tala, in the Lékié Region. She left her homeland at the age of 13 to settle in Paris where she has lived since.
Sally joined the group Zap Mama in 1993 and went on to produce several solo recordings.
Sally returned to the studio in 2002 and her fourth album, 'Zaione' (named after the son she had had the previous year), was released in October of that year. Broadening her musical horizons, Sally mixed traditional bikutsi with other musical styles on ‘Zaione’ and the album includes duos with a number of French singers including Nina Moratto, Muriel Moreno and Jean-Jacques Milteau.
Afinidade é um dos poucos sentimentos
que resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
(Artur da Távola)
Dentro de tudo que vi e e do que me foi proposto, volto a resgatar a idéia de ser uma Negra em Movimento...