

Layout:
Templates By Marina
Música para os ouvidos...
Como Oxalá tornou-se Rei.
Há muitos séculos, em uma certa e determinada ocasião, todas as pessoas que viviam, sem exceção de nenhuma, não só os deuses como pessoas descendentes destes, procuravam Orumilá, o maior adivinho da época, para fazer consultas, afim de saber quais os poderes e posições a tomarem, de acordo com os direitos de família. Então Orumilá, depois de fazer os seus preceitos, determinou um ebó e ordenou para que todos fosse fazer os referidos sacrifícios a fim de poderem gozar dos benefícios que o destino podia lhes oferecer.
Mas nenhuma daquelas pessoas deliberaram fazer o tal ebó. Porém Orumilá, na qualidade de um grande sábio, conhecendo a origem do senhor já idoso que habitava num sítio duma grande cidade abandonada no deserto, por nome Oxalá, interessou-se mandando-o chamar por intermédio de Olokun, para fazer o trabalho junto a ele, a fim de melhoras suas condições de vida, que era muito agitada e penosa.
Ele fazia lenha, cortava dendê, fazia carvão, pescava e finalmente todos os serviços pesados ele fazia; até que por fim foi subir numa árvore, caiu, quebrando uma costela, e em conseqüência ficou um pouco corcunda, mesmo assim, não se emendou, continuou trabalhando e trabalho muito fazendo todas as espécies de trabalho para ver aquela cidade saneada e povoada.
Dito e feito, daí por diante, correu a notícia de que um velho havia saneado uma cidade e estava dividindo lotes de terra a quem quisesse para morar e fazer suas rocinhas.
Tempos depois, foram parecendo várias pessoas, pedindo a Oxalá um lotezinho para fazerem as suas palhoças; entre estas, estavam: Exu. Ogum, Omulu, Xangô, Olokun, Oxum, Yemanjá, Iansan, Nana, Oba, enfim todos aqueles deuses que se fizeram apresentar com os seus descendentes para fazerem consultas a Orumilá, sem distinção de sexo. E assim cresceu a cidade, tornando-se uma das mais poderosas do mundo. Um dia, todos os habitantes se reuniram a fim de resolverem um grande problema, que era escolher uma pessoa digna de respeito e que todos considerassem para terem comum chefe ( Rei ). Assim resolveram, de modo geral, que só Oxalá deveria ser o grande chefe.
Há três dias passados, Oxalá tinha feito o ebó juntamente a Olokun, a quem Orumilá determinou para auxiliar Oxalá, dando-lhe uma peça de pano encarnadas da cauda de um papagaio da Costa, denominado Ekdidé, para colocar na coroa, pois era a única coisa vermelha que ele podia usar. Quando completaram sete dias que Oxalá havia feito o trabalho, todos se reuniram fazendo uma grande festa e em procissão foram à casa de Oxalá para dar a grande notícia. Encontraram Orumilá que aproveitando o momento, fez a coroação determinando que, aquele dia por diante, seria Oxalá o rei, não só daquela cidade como de qualquer uma outra que viesse a surgir,
Assim foi Oxalá colocado em primeiro lugar entre os habitantes daquela cidade, o rei mais venerado e respeitado por todos que sempre proclamavam: melhor escolha não poderia ter feito. Oxalá destaca-se de todos, não só pelas suas vestes como pela sua personalidade, demonstrando sempre o chefe supremo.
Olokun, que também tinha compartilhado do ebó, conforme determinação de Orumilá, foi por Oxalá aclamado rei do mar, tornando-se o senhor de tudo que existe nos oceanos, uma vez que “a água só corre para o mar”.
Contos Negros da Bahia e Contos de Nagô
Mestre Didi.

Título: Delírio
Vanessa da Mata
Dá o seu gosto de desejo
Dá os seus olhos de menino
Sem regra ou comprometimento
Sem se importar com que for vendo
Nossa sede de liberdade
Eu quero é dançar da forma que me der
A música expondo o seu corpo à vontade
Nas incontáveis formas de se divertir
Dá o seu gusto de desejo
Dá o seu beijo despojado
Seus pensamentos mais intensos
O seu rosto de pecado
Nos gemidos que desordenam
Nas mãos que me fazem entender Adão
A música expondo seu corpo ao delirio
Nas incontáveis formas de se divertir
"Quem planta vento, colhe ventania!"

"[É curioso como o cotidiano e as falas dos outros nos ficam, estive em um ambiente que me fez pensar algumas coisas]
O sujeito é furado, não alcança a completude.
Mas o furo seria completo em sua existência?
E se o furo não for completo (o que me parece mais viável), nada existiria então.
Um corpo repleto de falta, transborda de tanto não tê-lo.
[Chamem-me um físico pois]"
http://www.fotolog.net/ramonlsa

www.dialogoscontraoracismo.org.br
Liberdade, Igualdade e Fraternidade para todos!
Fazendo uma visitinhas cheguei até o Blog de Isac Kosminsky http://semanario_blog.zip.net/ e lá descobri um link que até então era desconhecido para mim...
Alguém tem noção do que é isso?!
Bilhete de expresso para os Anos 80! Entrei no túnel do tempo, sem hora para voltar... cada página uma lembrança... tempos que não voltam mais!
Vou abrir meu coração... sou do tempo do Aquaplay, Atari...tenho horas de River Rader!
Vamos combinar...
se Deus fez coisa mais gostosa que cafuné para dormir, ele deixou só pare ele...
Escutando:Cordeiro de Nanã
João Gilberto - Mateus/Dadinho - João Gilberto - Amoroso-Brasil - 01'20
Acesse:http://app.uol.com.br/radiouol/index.php?check=musica&busca=cordeiro+de+nanã

(Elisa Lucinda)
Eu a vejo quase todas as manhãs. Não é
exatamente bonita. Aliás ela é de uma feiúra estranha como se carregasse uma
boniteza espalhada em si, nos gestos e não nos traços exatamente. Não
importa. Importa é que a vejo acompanhada perenemente pelo seu cão. Um
pastor alemão com cara de bom companheiro. E o é. Eu vejo. Olha-a muito,
encaixa seu focinho entre os joelhos dela, brinca com ela, gane querendo
dengo. Ela também, essa minha vizinha de uns quarenta e vividos anos, brinca
de não-solidão com esse cachorro específico; gosta dele, ri:
Não Duque, assim não, deixa o moço, Duque, me espere. Não vá na minha frente assim, cuidado com o carro, menino. Ele a olha como quem agradece. E vão os dois,
não em vão, pelas ruas de Copacabana sob o sol, felizes que só vendo. Eu
vejo. Ela é camelô; nos encontramos no elevador e eu:
- Vocês se divertem tanto, é tão bonito. - É, nos conhecemos na rua.
Ele olhou pra mim bem nos meus olhos. Eu estava trabalhando. Vi logo que era um cão bem cuidado fisicamente mas faltava-lhe carinho. Deixei minhas bugigangas (ela vende coisas que querem imitar jóias antigas) por não sei quanto tempo e fiquei
agachada na calçada na Avenida Nossa Senhora, só namorando ele. Decidimos
que ele viveria comigo. Naturalmente. Tudo aconteceu "naturalmente", ela
frisou, como se quisesse dissipar de mim qualquer sombra de suspeita de um
possível roubo. Noutro dia no mesmo elevador, ela com seu carrinho de
balangandãs, eu e Duque. O elevador apertado e ela continuou femininamente
a conversa do último elevador nosso: - Tenho certeza que ele é de câncer. É
muito sensível. Só falta falar. Né Duque? ... ele não é lindo? Eu disse:
Lindíssimo. E você que signo é? - Ah, sou capricórnio mas com ascendente em
câncer, combina sim. Eu vejo Duque lambendo as mãos dela, as magras mãos
cujos dedos ela oferecia de propósito e distraidamente a imordida dele. Eu
olho admirando receosa por conta dos afiados dentes dele. Quase não entendo
de cães. Você tem medo... ô não ofenda ele; Duque entende pensamentos e não
gostou do que você pensou. Jamais me morderia, jamais me trairia. Né Duque?
Senti o pensamento de Duque latindo que jamais a trairia. Achei bonito.
Chegamos. Tchau, bom trabalho. Tchau Duque. Fui para a rua pensando
longamente nos dois. Depois pensei nos mistérios da astrologia e perdi o
fio do meu pensamento. Ao final da tarde avistei pela janela Duque e Angela
indo ver o crepúsculo na praia. Depois vi os dois voltando sorridentes e
caninos, sob a noite estrelada; ela com fitas de vídeo penduradas ao braço;
sempre conversando com ele. Tenho inveja de Angela. This is the true.
O animal que eu quero não mora comigo, não almoça mais comigo, não brinca
mais, não me telefona, não me advinha os pensamentos, não me acompanha ao
crepúsculo, não gane querendo dengo, nossos signos parecem não mais
combinar. O animal que quero, pensa demais e por isso não passeia mais comigo.
E o pior: Não me lambe mais.

Sempre fui uma pessoa dos números, das "certezas", dos bits, da "objetividade" até o dia que me vi envolvida por uma deliciosa teia de palavras. Há um tempo atrás se você me perguntasse se eu gostava de livros eu lhe diria rapidamente que não gostava de livros, muitos menos de ler... até que um dia um "anjo" me disse:
- Você precisa descobrir dentro desse universo infinito o que você gosta de ler!
Tempos mais tarde um delicioso cometa que passou em minha vida disse:
- Escreva! Escreva e guarde! As palavras tem força...
Engraçado eu que sempre tive âncoras, que andei nos trilhos, descubro que hoje; com os livros, poemas, histórias, com a vida que tenho asas, que sou fluida!
Hoje nada mais em mim se perde, TUDO mereçe atenção!
Há um tempo atrás, a última pessoa que você poderia encontrar no Lançamento de um livro de Contos, Poesias e afins (num Blog) seria Eu... ontem estive no Lançamento do Livro de Elisa e foi algo bastante curioso porque ela não vendeu somente livros, ela distribuiu asas!
Veja a capa do livro... http://www.fotolog.net/yonavalentim

AM
Aprovado por média...
7.0

O Agora
Um guerreiro japonês foi capturado pelos seus inimigos e jogado na prisão. Naquela noite ele sentiu-se incapaz de dormir pois sabia que no dia seguinte ele iria ser interrogado, torturado e executado. Então as palavras de seu mestre Zen surgiram em sua mente:
"O "amanhã" não é real. É uma ilusão. A única realidade é "AGORA. O verdadeiro sofrimento é viver ignorando este Dharma".
Em meio ao seu terror subitamente compreendeu o sentido destas palavras, ficou em paz e dormiu tranqüilamente
.
Meu coração bate forte e escandaloso
Meu coração é doloso, teimoso planeja o desejo e o comete.
Meu coração é charrete dos meus impulsos
batuta dos meus pulsos, mestre-sala, tambor.
É um ator. Simula que está dormindo e acordado fabula o sonhador.
Meu coração é mais que um órgão de artérias e enfartos ele é o tempo que passo sintonizada com a vida uma escola de samba que me arrasta em alas pela avenida é o dial do meu percurso é o relógio de pulso que margeia meus rios
é a fluência que eu tenho espalhada no Tocantins dessa estrada.
Às vezes parece homem meu coração...
pisa forte sem carinho com decisão inda admira as mulheres
Generoso e calculista ensina aos homens o que avista.
Ansioso me ordena rápidas premissas,
mente pra mim, me enrola dizendo que vai pra missa e quer que eu o leve a sério.
Sou rendida aos seus segredos e atenta aos seus caprichos
Ele gosta de amar, tem um jeito maquinista de transformar dor em poesia, meu coração é o tal.
Meu coração se copia e me mostra tudo
menos o original.
Elisa Lucinda.

Foto retirado do site 1000 Imangens. ( Nelson )
Imperdível: Lançamento do livro
Contos de Vista
O primeiro livro de prosa da Elisa Lucinda.
Terça-feira, 14 de dezembro, a partir das 20h30
Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes, s/n. - Centro - Rio de Janeiro
Leitores convidados: Ana Carolina, Camila Pitanga, Cláudio Mendes, Geovana Pires, Márcia do Valle, Maria Rezende e Nando Rodrigues.
Um dia o Macaco estava em apuros de vida, dando saltos desesperadores por cima de uma árvore, quando ouviu a voz da Caipora, que todos tinha por Ossain ( rei da mata), dizendo que ele se acalmasse e fosse procurar fazer uma boa ação e aguardasse o resultado, que ele seria bem recompensado.
O Macaco atendeu a Caipora, saindo pela mata pensando qual era a boa ação que devia pratica, quando ouviu um grande urro que lhe chamou a atenção.
Aproximando-se com muita cautela do lugar, deparou-se com a Onça que tinha caído num fosso, já há muitos dias, urrando e berrando de fome que fazia pena; foi quando o Macaco se aproximou, e ela, rogando, pediu-lhe para tira-la daquele buraco, livrando-a de morrer de fome dentro daquele abismo.
Sem hesitar, o Macaco, condoendo-se daquilo, resolveu descer pelo ramo do cipó e, lá chegando, estirou a cauda para ela segurar, e assim fazendo, com muita força e muita agilidade, conseguiu tira a onça de dentro da morte.
Depois de ter salvo a Onça, o Macaco procurou safar sua cauda e , bastante constrangido, ouviu-a dizer que, depois de tantos dias de fone, não iria deixar semelhante caça ir embora.
Mesmo assim, o Macaco conseguiu fazer com que ela reunisse todos os animais da mata para resolver o caso. Não chegando a nenhum entendimento, um deles, um deles teve a idéia de apresentar o nome do Cágado, que, por ser muito astucioso, era quem podia, com meios e modos, soltar o Macaco das garras da Onça.
Foram então chamar o Cágado. Este foi chegando e perguntando, sem a perda de tempo, ao Macaco porque estava ele seguro pelo rabo nas mãos da Onça. O Macaco contou toda a sua história. Quando terminou, o Cágado disse:
- Você já contou o seu depoimento, agora bata palmas com duas mãos como costuma fazer todos os acusados.
O Macaco fez tudo como o Cágado tinha determinado.
Chegando a vez da Onça dar sua declaração, depois de terminada, o Cágado fez a mesma advertência que tinha feito ao Macaco; arvorado a juiz, ordenou à Onça que batesse palmas e limpasse as mãos no chão.
Foi o tempo em que o Macaco, se vendo livre, correu pelo mato afora; outros bichos também foram-se embora para bem longe das vistas da Onça.
Não podendo mais alcançar o Macaco, a Onça, indignada, voltou e, encontrando ainda o Cágado, começou a bater nele de tal forma que resultou rebentar-lhe todo.
Daí, vieram as formigas, deram remédio e salvaram o Cágado, dizendo:
- Nunca pagam um bem com outro bem, e quando se fizer um bem não se deve esperar recompensa e sim confiar na providência divina.
Contos Negros da Bahia e Contos de Nagô

"Nesses últimos anos a melhor que coisa que aconteceu foi ter te conhecido!"
Declarações são sempre declarações!
Lazzo
Ôoooo ooô
Tomara, tomara que a chuva
Tomara que a chuva caia logo
Pra molhar você
Pingos de estrelas caiem do céu azul
Do jeito que seu negro gosta
Do jeito que o seu negro gosta
De te ver brilhando em meu olhar,
Do jeito que seu negro gosta..
Te amando peço seu cantar
Cortanto espaço vem de norte a sul
Do jeito que seu negro gosta
Jeito molhado no seu corpo nu,
Do jeito que seu negro gosta
Do jeito, do jeito iaia
Do jeito que seu negro gosta
oooooooo
gotas de mel no seu sorriso blue
do jeito que seu negro gosta.
Esse é o som que nada me dominando nos últimos dias... http://www.eletrosamba.com.br
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... Alberto Caeiro.
Num avião, o piloto informa:
- Senhoras e Senhores, o avião está perdendo altitude e toda bagagem deve ser atirada fora!
Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continua perdendo altitude.
- Estamos ainda baixando! Teremos que atirar fora algumas pessoas... avisa o piloto.
Há um grande rebuliço en tre os passageiros.
E continua o piloto... - Para fazer isso, de forma imparcial, os passageiros serão jogados fora, por ordem alfabética!
Assim, começamos pela letra A: - Há algum "Afro" a bordo?
Ninguém se move.
-"B".... algum "Black" a bordo? " Nada.
- "C"... algum "Crioulo" a bordo? " Continua nada.
-"D"...alguém "De cor"?
De novo ninguém se mexe.
-"E"....algum mais "Escurinho"? Nada...
Nisto, um pequeno menino negro pergunta ao pai: -
Pai? Afinal, o que nós somos?
- ZULUS, meu filho, ZULUS !!!!
Hoje nós somos ZULUS, entendeu???
