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Música para os ouvidos...
Após um longo e tenebroso inverno... que venha a "luz"!
Sócrates:
A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
É melhor fazer pouco e bem, do que muito e mal.
Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem.
A ociosidade é que envelhece, não o trabalho.
O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância.
Chamo de preguiçoso o homem que podia estar melhor empregado.
Há sabedoria em não crer saber aquilo que tu não sabes.
Não penses mal dos que procedem mal; pense somente que estão equivocados.
O amor é filho de dois deuses, a carência e a astúcia.
A verdade não está com os homens, mas entre os homens.
Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente.
Quem melhor conhece a verdade é mais capaz de mentir.
Sob a direção de um forte general, não haverá jamais soldados fracos.
Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.
Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo de Deus.
"O destino pode mudar como o vento. Nada é tão planejado assim, certo, inatingível; como eles parecem dizer"
"escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
a mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
deles não quero resposta, quero meu avesso.
que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
para isso, só sendo louco.
quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
não quero amigos adultos nem chatos.
quero-os metade infância e outra metade velhice.
crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
tenho amigos para saber quem eu sou.
pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril."
(oscar wilde)

Composição: Caetano Veloso
MEU CORAÇÃO NÃO SE CANSA
DE TER ESPERANÇA
DE UM DIA SER TUDO O QUE QUER
MEU CORAÇÃO DE CRIANÇA
NÃO É SÓ A LEMBRANÇA
DE UM VULTO FELIZ DE MULHER
QUE PASSOU POR MEUS SONHOS
SEM DIZER ADEUS
E FEZ DOS OLHOS MEUS
UM CHORAR MAIS SEM FIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO
QUER GUARDAR O MUNDO
EM MIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO
QUER GUARDAR O MUNDO
EM MIM
"Confiança um no outro, companheirismo, carinho e admiração. Se você tem admiração por aquela outra pessoa, você constrói um relacionamento muito mais consistente e intenso. Porque a paixão acaba, mas admiração e companheirismo não podem faltar. "

"Por que tem que ser proibido? Para se ter tráfico, traficante e toda uma cadeia que existe só para manter o que é ilegal? A gestão desse problema precisa ser uma questão de saúde pública, pois é mais tranqüila", defendeu o ministro da Cultura.
O assunto veio à tona quando chegou à mesa de entrevista pergunta da platéia. "Eu vou mudar um pouco esta pergunta, ministro, porque me parece um tanto agressiva", enunciou o mediador, Marcos Augusto Gonçalves. "Não mude, não. Faça agressiva mesmo", rebateu Gil, bem-humorado e desafiador. "O senhor ainda fuma maconha?", leu, então, o jornalista.
Porte de droga levou Gil à cadeia na década de 70
Em meio aos aplausos entusiasmados da platéia, composta de maioria jovem e que contava com a presença do dramaturgo José Celso Martinez Corrêa,alguém gritou: "O senhor acha que eles (os usuários) deveriam organizar a 'parada dos drogados'?, em referência à parada Gay. "Olha, não sei se eles conseguiriam", brincou o ministro.
Gil foi preso por porte de droga na década de 70. Durante uma turnê do grupo Doces Bárbaros, a polícia de Florianópolis recebeu denúncia de que Gil e Caetano Veloso estariam portando maconha. Com Caetano, nada foi encontrado, mas Gil e o baterista Francisco Azevedo foram presos com a droga.
O episódio é relatado no documentário Doces Bárbaros do cineasta Jom Tob Azulay. No filme o juiz diz ao escrivão: "Gilberto Gil declarou que o uso da maconha o auxiliava sensivelmente na introspecção mística". Hoje, ministro, Gil acredita que a transferência do problema para a saúde pública pode ser compensada pela agregação da sociedade e o resgate de jovens talentos.
Durante a entrevista, Gil também anunciou que na semana que vem vai encaminhar à Casa Civil decreto para a regulamentação da Lei Rouanet, que prevê incentivo à Cultura e parcerias com o empresariado. O ministro falou sobre a importância da lei. A idéia é elevar a qualidade dos projetos, democratizar o acesso aos recursos e acompanhar com rigor sua aplicação.

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Clarice Lispector.
"Tenho pneu sim...qual é o avião que não tem?"

Que a covardia não me amarre os braços, não me trave a língua, não me faça engolir os beijos que estão pousados em meus lábios. Que a covardia não me vende os olhos, não espalhe monstros, não me sussurre medos. Que a covardia não me descubra pequena e frágil numa caixa de segredos. Que a covardia não me pregue peças, não me tire o nome, não me mate de fome à beira da mesa. Que a covardia não encrave as frases na garganta. Que eu seja forte e alta, que eu descubra asas e que ouse usá-las. Que eu esqueça os fundos, os absurdos, os desmundos e faça de mim mesma a flor na água, a prece clara, o céu limpo. Que eu seja capaz de querer o infinito.
Ticcia.

"Eu não sei se ela fez feitiço
macumba ou coisa assim
eu só sei que estou bem com ela
e a vida é melhor pra mim
Eu deixei de ser pé-de-cana
eu deixei de ser vagabundo
aumentei minha fé em Cristo
sou benquisto por todo mundo
Na hora de trabalhar
levanto sem reclamar
e antes do galo cantar
já vou
à noite volto pro lar
pra tomar banho e jantar
só tomo uma no bar
bastou
Provei pra você que não sou mas disso
não perco mais o meu compromisso
não perco mais uma noite à toa
não traio e nem troco a minha patroa"
Estou em paz... feliz!
Por que as mulheres não querem mais casar????
Porque não é justo!!!!! Imagine, por causa de 100 gramas de linguiça ter que levar o porco todo!!!

My name is Sally Nyolo, former singer in the a capella band Zap Mama. This is my 4th album, named 'Zaione' and mixed in the roots of the rhythm bikutsi from Cameroon. I made the rhythm travel around the world in a new kind of sound, like violin (traditional or classical) in the song "Ngalibeng", or harmonica, or even krarr from Ethiopia.
Sally Nyolo comes from the South of Cameroon. She was born in the Eton Land, in the small village of Eyen-Meyong, near the town of Tala, in the Lékié Region. She left her homeland at the age of 13 to settle in Paris where she has lived since.
Sally joined the group Zap Mama in 1993 and went on to produce several solo recordings.
Sally returned to the studio in 2002 and her fourth album, 'Zaione' (named after the son she had had the previous year), was released in October of that year. Broadening her musical horizons, Sally mixed traditional bikutsi with other musical styles on ‘Zaione’ and the album includes duos with a number of French singers including Nina Moratto, Muriel Moreno and Jean-Jacques Milteau.
Afinidade é um dos poucos sentimentos
que resistem ao tempo e ao depois.
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
(Artur da Távola)
Dentro de tudo que vi e e do que me foi proposto, volto a resgatar a idéia de ser uma Negra em Movimento...
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos de minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor...
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim...
